segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Aniversário de 21 anos do meu Thadeuzinho, na APAE de Iracema-Ce.






Dia 22 de novembro de 2011, o meu Thadeu completou 21 anos, infelizmente não pudemos contar com sua presença física  mas, tenho absoluta certeza que a nossa comemoração junto com a APAE de Iracema te enche de paz e alegria. Ver o sorriso e a felicidade em cada rosto, é o nosso presente para você meu filho.
Falo isso por que, quem conhece Thadeu , sabe do seu imenso amor e preocupação com as crianças , principalmente as que portam alguma necessidade especial.

Tentei assim, transformar parte da dor que sinto com a sua ausência, em amor ao próximo, e  ficar mais perto de você, Thadeuzinho. 
Acho que consegui, a sua festinha  foi linda e cheia de emoção.
Feliz Aniversário meu amor...
Feliz Aniversário minha vida.
Que Deus te abençoe e apresse o tempo do nosso reencontro.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O tempo cura tudo...

 Mentira !! O tempo não cura nada. A saudade só aumenta, a dor é a mesma , revivo todos os dias aquela   terrível tarde de sábado.
Li uma frase outro dia que achei genial, "O tempo apenas tira o incurável do centro das atenções ". É a mais pura verdade, temos que seguir em frente e somos obrigados a conviver com essa dor sem nome, sem fim.
Me desculpem mas hoje estou tão ruim, acho que a é a proximidade do aniversário de 21 anos do meu Thadeu, que esse ano infelizmente não vai poder comemorar conosco, pelo menos não fisicamente. 
Estou tão cansada meu Deus...Não tenho ânimo para escrever mais nada. Perdoem-me a fraqueza.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Sorrindo na Tempestade



Aquela menininha diariamente fazia o caminho para a escola sozinha e a pé.
Naquela manhã, apesar do mau tempo, do vento forte e das nuvens ameaçadoras, ela seguiu em direção à escola.
Ao longo do dia, o vento foi aumentando. Formou-se uma tempestade com muitos raios e trovões.
A mãe pensou que sua filha poderia sentir medo de voltar sozinha em meio ao temporal. Afinal, ela mesma estava bastante assustada.
Preocupada, ela entrou em seu carro e dirigiu, em meio à tempestade, para apanhar a filha na escola.
Não demorou muito, e ela avistou a sua filha andando pela estrada.
Chamou-lhe a atenção, no entanto, o fato de que, a cada relâmpago, a criança parava, olhava para cima e sorria.
Outro e outro relâmpago. E ela sempre parava, olhava para cima e sorria.
Finalmente, a menina entrou no carro. A mãe, curiosa, foi logo perguntando: 
Filha, o que você estava fazendo?
E a garotinha, alegre e despreocupada, respondeu: 
Eu estava sorrindo. Deus não para de tirar fotos minhas!
*   *   *
A inocência da infância. A lição da simplicidade de descobrir beleza em todas as coisas.
De confiar em quem é o Criador de todo o imenso Universo e Pai amoroso e bom, que está atento a tudo.
Pudéssemos nos recordar, em nossa vida, dos momentos mágicos da infância e nossa vida seria menos complicada.
Quando os temporais das adversidades nos chegassem, lembraríamos de que Deus tudo sabe e vela por nós.
Disso se conclui que devemos confiar Nele: é o essencial. Assim, em meio à tempestade, olhemos para o alto e utilizemos nosso sorriso, avançando sempre, vencendo os percalços.

Redação do Momento Espírita, com base no texto Inocência, de autor desconhecido, 
disponível no site flori_jane.sites.uol.com.br/index.htm e no cap. 2,
 item 30 de A gênese, de Allan Kardec, ed. Feb.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Superando a dor...





No dia 28 de julho de 1976, a cidade industrial de Tangshan foi completamente arrasada por um terremoto apavorante, trezentos mil mortos. O fato ficou famoso como símbolo do colapso total das comunicações da China naquela época.
A preocupação das autoridades era com a crise pela morte de Mao Tsé-Tung e duas outras importantes personalidades. A notícia do terremoto acabou chegando ao governo através da imprensa estrangeira, muitas mulheres ficaram sem marido e viram seus filhos serem tragados por abismos profundos.
Chen foi uma delas. Naquela manhã de julho, antes de clarear, ela foi despertada por um som estranho, era uma espécie de ronco surdo e um assobio, como se um trem estivesse se espatifando contra as paredes da casa.
Quando ia gritar, metade do quarto cedeu e a cama onde estava deitado o marido, foi tragada por um buraco enorme, o quarto das crianças, que ficava do outro lado da casa, como um cenário de um palco apareceu à sua frente.
O filho mais velho estava de olhos arregalados e boca aberta. A menina chorava e gritava, estendendo os braços para a mãe, o filhinho pequeno continuava dormindo calmamente, a cena à sua frente sumiu de repente como se uma cortina tivesse caído.
Chen acreditou que estava tendo um pesadelo e se beliscou. Não acordou. Então, espetou a perna com uma tesoura. Sentindo a dor e vendo o sangue, entendeu que não era um sonho.
Gritou como louca. Ninguém ouviu. De todos os lados vinham sons de paredes desmoronando e de móveis quebrando. Ela ficou ali, com a perna ensanguentada, olhando para o buraco enorme que tinha sido a outra metade da sua casa.
Seu marido e suas lindas crianças tinham desaparecido diante dos seus olhos.
Sentiu vontade de chorar, mas não tinha lágrimas. Simplesmente não queria continuar vivendo.
Vinte anos depois, contando esta história a uma jornalista, Chen confessa que quase todo dia, ao amanhecer, ouve um trem roncando e apitando, junto com os gritos dos seus filhos. Os pesadelos a machucam, mas ela diz que os suporta porque neles estão também as vozes dos seus filhos.
E quem pensa que Chen vive somente a lamentar e a chorar a perda dos seus amores, engana-se.
Ela, junto a outras mães que perderam seus filhos no terremoto de 1976, fundaram um orfanato, com o dinheiro da indenização que receberam.
É um orfanato sem funcionários. Alguns o chamam de uma família sem homens.
Vivem ali algumas mães e dezenas de crianças. Cada mãe ocupa um aposento grande com cinco ou seis crianças. Os aposentos do orfanato foram decorados com uma infinidade de cores, de acordo com o gosto das crianças. Cada quarto com seu estilo de decoração.
Bem diferente dos orfanatos tradicionais da China.
Ao ser questionada como se sente hoje, naquele voluntariado, confessa Chen:
Muito melhor. Especialmente à noite. Fico olhando enquanto as crianças dormem. Sento ao lado delas, seguro suas mãos contra o meu rosto. Beijo-as e agradeço a elas por me manterem viva.
É um ciclo de amor. Dos velhos para os jovens e de volta para os velhos.
*   *   *
Por vezes, quando a dor nos visita, nos enclausuramos nela, acreditando que a nossa é a dor maior do mundo.
O exemplo de Chen nos dá a dimensão da dor e nos ensina como lidar com ela: atender o próximo que também sofre.
Afinal, sempre que olharmos para trás encontraremos criaturas mais intensamente feridas do que nós mesmos. E no atendimento às suas feridas, encontraremos o alívio que buscamos.
Tudo porque o toque delicado do amor é o curativo perfeito para as próprias chagas abertas no coração.

Redação do Momento Espírita com base no cap. As mães que sofreram um terremoto, do livro As boas mulheres da China, de autoria de Xinran, ed. Companhia das letras.
Em 11.10.2011.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A rosa do Rei...


Havia um jardineiro de uma mansão, que cuidava com muito carinho de todas aquelas plantas, mas ele tinha uma especial, uma que era linda, formosa, perfumada e ele cuidava daquela rosa como se fosse sua vida.


Uma manhã, ele chegou ao jardim e cadê a sua rosa? Não estava mais lá, o homem ficou triste, procurando a rosa mais linda do seu jardim e que ele amava tanto.


Andou até chegar na vidraça do castelo do rei e viu no centro da sala sua linda rosa, plantada para enfeitar a sala do rei.
Este ,  vendo que o jardineiro olhava lhe perguntou:
O que foi ?
Qual o seu problema ?
O homem disse:
É que a minha rosa , o Senhor levou para dentro de sua casa, e lá eu não posso cuidar dela, é a minha predileta!
O rei respondeu:
Por acaso esqueceste que o jardim é meu ? Eu recolho as rosas que eu quiser, e as mais belas e preciosas levo para perto de mim, antes de ser a sua favorita, ela já era minha.
E o Rei continuou:
Mas não entristeça seu coração; chegará o tempo em que você poderá entrar em minha casa e desfrutar de sua beleza.

(Texto retirado da internet, desconheço o autor )

As vezes, esquecemos que o jardim é do Senhor e nós somos apenas Seus jardineiros, não somos donos de nada , nem dos nossos filhos, e  para o meu desespero, no dia 03 de dezembro de 2010, o Rei colheu a rosa mais linda do meu jardim.